Nota do Comitê de Solidariedade ao Povo Palestino – Goiás expõe caso de perseguição política aos coletivos estudantis Mangue Vermelho e Movimento Ventania dentro do Comitê de Solidariedade à Palestina-Pernambuco

O Comite de Solidade ao Povo Palestino – Goiás convida a entidades e personalidades do campo democrático a comporem ao baixo-assinado “Nota de Apoio ao Coletivo Mangue Vermelho, ao Movimento Ventania e à Liga dos Camponeses Pobres (LCP) excluídos de maneira injusta e anti-democrática do Comitê de Solidariedade à Palestina, em Pernambuco”.

No dia 27 de junho, o Coletivo Mangue Vermelho e o Movimento Ventania tornaram pública no site do Movimento Estudantil Popular Revolucionário (MEPR) sua carta em denúncia à antidemocrática e absurda expulsão de suas organizações, da Liga dos Camponeses pobres e de outros movimentos populares do Comitê de “solidariedade” à Palestina – PE. O ocorrido escancara o caráter oportunista e eleitoreiro das forças políticas atuantes no comitê, como PSTU-PE, MRT-PE e PCBrasileiro-PE, que segundo a denúncia foram responsáveis por orquestrar tal expulsão de forma sorrateira e imobilista.

A justificativa para tal expulsão foi “[…] em razão de terem desrespeitado as deliberações coletivas acordadas nas reuniões preparatórias para o ato do dia 28 de janeiro, que teve como bandeira a defesa da Venezuela contra as investidas dos Estados Unidos. Essa postura irresponsável expôs a manifestação à repressão policial, acarretando em sérios prejuízos à militância presente no ato.” 

No referido ato de 28 de janeiro, a polícia militar, em ação criminosa, disparou munição letal contra os manifestantes, ferindo diversos deles, inclusive um jornalista e a mãe de um estudante. Após a dispersão do ato, foram detidos dois estudantes a aproximadamente 2km do local da manifestação, entre eles uma secundarista menor de idade e um estudante da UFPE, acusados sem base material alguma do lançamento do molotov e de agressão contra os policiais. Um desses estudantes foi preso por mais de 30 dias, só sendo libertado após ampla campanha de manifestação.

A posição do Coletivo Mangue Vermelho e do Movimento Ventania frente ao ocorrido é de que, apesar de prestarem total apoio à justa revolta das massas, não foram responsáveis pelo ocorrido, como afirmam em sua carta: “Defendemos o direito do povo lutar e cabe ao povo, e somente ao povo, escolher seus métodos de luta.”. Enquanto isso, os coletivos PSTU-PE, MRT-PE e PCBrasileiro-PE condenam a ação combativa das massas revoltadas, e, além de apontar dedos e culpabilizar determinadas organizações pelo ocorrido, responsabilizam os manifestantes combatentes pela criminosa ação da polícia militar. “Além de covarde é oportunista, pois de um lado se diz defensora da resistência palestina, e de outro atua como força auxiliar da PM na identificação e criminalização dos anti-imperialistas mais consequentes”, afirmam na carta.

O comitê de Solidariedade ao Povo Palestino – Goiás faz reverberar a denúncia dos movimentos populares perseguidos em Recife-PE, e ressalta que o processo de criminalização das organizações populares e combativas ocorre em todo o mundo como consequência de seus avanços, que organizam o povo de forma ativa e combatem o imobilismo de entidades eleitoreiras e reformistas, que apesar de se dizerem apoiadoras da Heroica Resistência Nacional do povo palestino, em momentos decisivos se colocam contra seus verdadeiros apoiadores: “Quanto mais firme e consequente for a luta de um povo, mais violento será o ataque dos opressores.”

Portanto, a denúncia também é colocada como um chamado à ação, ressaltando a urgência em defender com unhas e dentes a resistência nacional dos povos palestino, iraniano, libanês, iraquiano, iemenita, egípcio, etc. Todos os verdadeiros democratas, entidades, coletivos e grupos estão convidados a se somarem à luta anti-imperialista consequente e decidida em nosso país, expressando sua solidariedade e apoio por meio deste abaixo-assinado, a partir do link: Assinatura do abaixo-assinado (google.com)  

Subscrevem até o momento a nota:

  • 1. Coletivo Mangue Vermelho
  • 2. Movimento Ventania
  • 3. Coletivo Remís Carla
  • 4. Coletivo Aurora Democrática
  • 5. Coletivo de Artistas Urbanos do Agreste (CARUÁ)
  • 6. Coletivo de Base Honestino Guimarães (CBHG)
  • 7. Executiva Nacional de Estudantes de Pedagogia (ExNEPe)
  • 8. Diretório Acadêmico de Artes Visuais da UFPE
  • 9. Centro Acadêmico de Ciências Contábeis (CACIC) da UFPE
  • 10. Comitê de Defesa Popular de Campina Grande
  • 11. Comitê de Apoio à Luta Pela Terra – Rondônia
  • 12. Comitê de Apoio à Resistência Palestina de Porto Velho
  • 13. Organização Estudantil Conjuração Baiana
  • 14. Ameaça Vermelha (Grupo de Rap)
  • 15. Vera Lucia Paulista, Professora da Rede Municipal de Goiânia
  • 16. Souza, Artista
  • 17. Pedro de Miranda Haick, Estudante
  • 18. Pedro Cesar Batista, Jornalista
  • 19. Sagaz do Povo, grupo de rap
  • 20. Igor Filipe de Oliveira Machado, Designer
Grande manifestação anti-imperialista em Recife (PE), em 28 de janeiro de 2026. O ato foi brutalmente reprimido pela PM-PE, que disparou munição letal e balas de borracha contra os manifestantes, ferindo ao menos cinco pessoas, entre elas uma estudante da UFPE e um correspondente local de AND. (Foto: AND)

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