Reproduzimos matéria do Jornal A Nova Democracia
Na manhã do dia 29 de janeiro, ativistas realizaram uma manifestação no Fórum Rodolfo Aureliano, onde ocorreu a audiência de um dos manifestantes detidos no ato contra o imperialismo e em solidariedade ao povo venezuelano, realizado nesta quarta-feira (28). No período da noite, ativistas realizaram um cinedebate anti-imperialista, onde denunciaram a repressão da PM e exigiram liberdade para o estudante preso político.
Manifestação no Fórum
Por volta das 10h da manhã, ativistas democráticos se reuniram em frente ao Fórum Rodolfo Aureliano, no bairro de Joana Bezerra, em Recife, onde ocorreu a audiência de custódia do estudante Mateus Galdino, preso político do ato anti-imperialista realizado em Recife no dia 28 de Janeiro deste ano
No protesto, ativistas ergueram uma faixa, onde podia-se ler “Liberdade para Mateus e todos os presos políticos!” e entoaram palavras de ordem como “Presos políticos, liberdade já! Lutar não é crime, vocês vão nos pagar!” e “Cadeia já! Cadeia já para os fascistas da Polícia Militar!”.
Um ativista denunciou ao Correspondente local de AND que a administração do Fórum Rodolfo Aureliano impediu a entrada dos ativistas solidários à Mateus. O ativista afirma que mesmo diante da situação, todos continuarão firmes e mobilizados na campanha pela libertação do estudante.
Apesar da falta de provas e do fato do ativista ter sido preso a mais de 1km de distância do ato, o Judiciário decretou a prisão preventiva de Mateus, claramente com motivação política. Ao mesmo tempo, nenhum dos policiais envolvidos na repressão foram responsabilizados, mesmo com pelo menos 5 manifestantes feridos por disparos de bala de borracha e munição letal.
Exibição CineLuta
Às 19h do mesmo dia (29), dezenas de ativistas e apoiadores se reuniram no Bar Super8 (@barsuper8), em Santo Amaro, para assistir a exibição CineLuta, organizada pelo Comitê de Apoio ao AND de Recife (PE) e pelo Comitê de Solidariedade à Luta dos Posseiros de Barro Branco/Jaqueira.
Foram exibidos três curtas: Cavaram uma cova no meu coração (2024), do diretor Ulisses Arthur, que fala sobre os ataques da Braskem contra o povo de Maceió; Um pequeno filme sobre crianças (2023), do diretor palestino Ibrahim Handal, que mostra um grupo de crianças palestinas tentando ir para a praia e ultrapassar ocupação sionista; e o filme Crianças do Gurupi (2024), do diretor Daniel Moreno, que retrata através dos olhos das crianças camponesas os ataques sofridos por pistoleiros armados do latifúndio em 2022, no povoado Novo Paraíso, em Carutapera (MA).
Durante o debate, ativistas ressaltaram a questão da luta contra o imperialismo, contra o latifúndio e contra o capitalismo burocrático como o centro da luta do povo brasileiro e dos povos e nações oprimidas no mundo hoje. Também pontuaram a importância da defesa do caminho da resistência combativa para avançar na luta revolucionária, ligando as questões simples do cotidiano, como o brincar das crianças no leito do rio Gurupi e em Maceió, com o desejo de ir praia das crianças palestinas, até o sucesso da luta pela libertação nacional.
No final do evento, após a fala de diversos apoiadores da causa popular, todos os presentes gravaram um vídeo exigindo libertação para o estudante preso político Mateus e saudando a luta anti-imperialista internacional.