[PE] Coletivo Remís Carla realiza vitorioso Pós-ENEPe na Universidade Federal de Pernambuco! 

Dando continuidade ao cronograma de acolhida dos calouros de Pedagogia 2026.2, o Coletivo Remís Carla realizou, na quarta-feira (12/08), o Pós-ENEPe, com um cine-debate sobre a histórica greve da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), intitulado “Resistimos, lutamos e com a greve triunfamos! Momentos Históricos da Luta contra o Sucateamento e a Privatização das Universidades Públicas”. A atividade ocorreu no turno da noite, contou com certificação e foi dividida em dois momentos: primeiro, a exibição do documentário sobre a greve de 2011 e em seguida, os estudantes participaram do debate, apresentando suas posições e discutindo as lições desta experiência de luta.

O objetivo da atividade foi apresentar aos estudantes, especialmente aos calouros, uma experiência concreta de mobilização estudantil que demonstrou, na prática, a força da luta combativa.

A experiência de 2011 nasceu em meio a agudizaçao do sucateamento da universidade. A expansão promovida pelo REUNI havia aumentado significativamente o número de estudantes e cursos da UNIR sem que a infraestrutura acompanhasse essa expansão. Faltavam professores e técnicos, haviam problemas de instalação nas salas, laboratórios, bibliotecas, além de outras deficiências que comprometiam as condições de estudo e trabalho. 

A força da mobilização do movimento estudantil independente fez com que a luta ultrapassasse os muros da universidade. Em novembro, após semanas de greve e ocupação, o então reitor José Januário de Oliveira Amaral renunciou ao cargo. Por isso, recordar a greve da UNIR não significa simplesmente olhar para uma história distante, e sim recuperar uma experiência em que estudantes que demonstram disposição para lutar podem derrotar ataques a educação e arrancar conquistas e suas reivindicações.

Após a exibição do documentário, o debate entre os estudantes reforçou uma das principais lições deixadas pela experiência da UNIR: rebelar-se contra o que destrói a educação pública é justo. Os estudantes também destacaram a criminalização e a repressão sofridas por aqueles que se colocam em luta. A experiência de 2011 é marcada justamente por episódios de perseguição, detenções, ameaças e tentativa de desmobilização. Há registros de estudantes detidos e de ameaças dirigidas contra estudantes e professores envolvidos na greve. Os estudantes presentes repudiaram essa prática. 

Quanto ao Pós-ENEPe que também seria realizado no turno da manhã, não foi possível por conta da burocracia do Centro de Educação. Foi levantado uma série de argumentos administrativos e de caráter persecutório com as atividades feitas pelo Coletivo Remís Carla por algo simples, que era pegar um cabo HDMI emprestado. Com melhor preparo, a situação foi contornada com êxito no turno noturno.

A realização do Pós-ENEPe também estabeleceu uma ligação direta entre a experiência histórica da UNIR e as lutas atuais do movimento estudantil na Pedagogia. No 43º ENEPe, realizado neste ano em São Luís do Maranhão, estudantes de diferentes regiões se reuniram para discutir e tirar medidas de luta contra os ataques do imperialismo, em prol de uma formação docente verdadeiramente científica e universidades públicas, gratuitas, científicas e a serviço do Povo. Assim como na UNIR, uma das principais lições é que não devemos esperar soluções vindas de cima. O 43º ENEPe, por sua vez, reafirmou a necessidade de organizar nacionalmente os estudantes de Pedagogia para enfrentar os ataques que atingem nossa formação e nossa universidade. O evento foi concluído com um convite para os calouros se somarem ao Coletivo Remís Carla, mostrando que só com luta independente, classista e combativa se conquista as nossas exigências históricas.

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