[RJ] Vitoriosa Ocupação-Relâmpago obriga Pró-Reitoria da UERJ a garantir ônibus para o 43° ENEPe

No dia 22 de junho, segunda-feira, estudantes combativos ocuparam a pró-reitoria (PR1) da universidade estadual do Rio de Janeiro (UERJ). A disposição de luta dos estudantes independentes arrancou uma importante conquista. Em uma ocupação-relâmpago da pró-reitoria, centenas de estudantes demonstraram que não aceitariam mais uma negativa da administração em relação à cessão de um ônibus para o 43 ENEPE. O que a administração insistia em negar foi garantido pela força da organização coletiva e da greve ocupação, demonstrando, mais uma vez, que apenas a luta consequente é capaz de romper a inércia e obrigar os gestores a atender às reivindicações estudantis.

A ocupação não foi um ato isolado, mas uma resposta à falta de compromisso com as demandas dos estudantes. Enquanto a burocracia empurrava o problema para depois, a mobilização mostrou que a disposição de lutar pode transformar reivindicações em conquistas concretas.

A administração tentou ignorar a reivindicação até o último momento. Entretanto, a entrada dos estudantes na Reitoria alterou a situação: o pró-reitor precisou abandonar a reunião em que se encontrava e comparecer para responder diretamente à mobilização. Sob a pressão da ocupação e da disposição dos estudantes combativos de não deixar a PR1 sem uma solução concreta, foi forçado a assinar um termo de compromisso garantindo o ônibus para a delegação. A conquista demonstrou, mais uma vez, que apenas a organização e a luta consequente dos estudantes são capazes de fazer a gestão recuar e atender às reivindicações que antes se recusavam a cumprir. 

A vitória do ônibus para o 43 ENEPE é fruto da unidade, da coragem e da perseverança daqueles que se recusaram a aceitar o descaso. É também um exemplo de que direitos e condições para a participação estudantil não devem depender da boa vontade da administração, mas da capacidade de organização dos próprios estudantes.

A experiência reforça uma conclusão importante: nenhuma conquista é permanente sem mobilização. O movimento estudantil deve permanecer organizado, ampliando sua participação e fortalecendo a luta por melhores condições de permanência, acesso e participação política na universidade.

Rumo ao 43º ENEPe!

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