Estudantes de pedagogia da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) campus João Pessoa realizaram, no dia 13 de maio, uma oficina de cartazes contra o sucateamento dos banheiros femininos do Centro de Educação (CE). Estudantes de letras também participaram e denunciaram os problemas que o Diretório Acadêmico Unificado de Letras (Daule) sofre.
A principal denúncia se deu contra o descaso da direção do CE com os banheiros femininos, pois há cabines sem portas e vasos sanitários sem tampa e descarga. Apesar da direção ter instalado as portas recentemente, o problema dos vasos ainda se mantém.
Cartazes com as consignas Banheiro Feminino “Sem Descarga, é Fogo na Direção!”, “Vaso sem tampa? É Greve de Ocupação!” e “Tomar Todas as Verbas de Volta com Greve de Ocupação!” estamparam a entrada dos banheiros e do corredor que dá acesso à direção do CE. Os estudantes fixaram ainda um cartaz com a palavra de ordem A Luta é o que Muda! O Resto só Ilude! na praça do centro.




Ao todo, a produção chegou a oito cartazes. Estudantes de letras também participaram e apoiaram a luta pelos banheiros femininos do CE. Além disso, também realizaram suas próprias denúncias, confeccionando cartazes e os fixando no Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCHLA).
As denúncias dos estudantes de letras se concentraram no descaso da direção do CCHLA com o Daule. Há mais de um ano que uma infiltração afeta a estrutura e prejudica a mobília do diretório, molhando o sofá toda vez que chove. Esse problema é especialmente penoso no período de chuvas torrenciais que o litoral da Paraíba enfrenta atualmente.
Além disso, a infiltração se estende aos banheiros que servem o Daule e outras representações estudantis do CCHLA. Esses banheiros também não possuem pias utilizáveis, obrigando os estudantes a lavarem as mãos e utensílios no chuveiro, molhando o chão e enlameando toda a área. Entre as consignas dos cartazes, uma cobrou nominalmente o diretor do CCHLA e foi fixada perto da direção do centro: Cadê a Verba dos Estudantes, Diretor Rodrigo?


A luta é o que muda
Os estudantes fizeram uma rodada de falas antes de iniciarem a produção dos cartazes, na qual reafirmaram sua posição de luta. Apontaram que os problemas que enfrentam não são isolados e fazem parte de um contexto mais amplo de corte de verbas, sucateamento e privatização da educação pública. A própria UFPB sofreu um corte de R$ 14 milhões no início do ano.
Os presentes denunciaram ainda o imobilismo da atual gestão do DCE, o Integra DCE, que é dirigido pela União Nacional dos Estudantes (UNE), apontando que o Integra não faz nada contra o sucateamento e quando faz, limita-se à postagens na Internet e ações desmobilizadas. Um exemplo que os estudantes apontaram é o corte de R$ 14 milhões, contra o qual o DCE realizou um ato esvaziado no meio das férias, com nenhum chamamento além de publicações na Internet.
Também houve a divulgação do 43° Encontro Nacional de Estudantes de Pedagogia (ENEPe), que foi descrito como um golpe contundente tanto contra o sucateamento da educação pública como contra o oportunismo no movimento estudantil.