No dia 2 de março, em um gesto que inaugurou o período letivo, o Coletivo Remís Carla realizou uma vitoriosa recepção dos calouros do curso de Pedagogia da UFPE pros turnos manhã e noite. A atividade constituiu-se como um momento de apresentação do movimento estudantil, apontando desde o primeiro instante para o papel da luta estudantil em defesa da educação pública, gratuita e a serviço do povo. A presença massiva e entusiasmada dos ingressantes revelou um coração aberto para as lutas que atravessam a universidade, bem como uma disposição de integrar-se às batalhas travadas dentro e fora dos muros da universidade.
Durante a apresentação do coletivo aos calouros, foi frisado de maneira enfática o histórico de luta da Companheira Remís Carla, resgatando sua história como companheira combativa, servidora do povo e militante comprometida com a transformação. Destacou-se que sua memória não pode e não deve ser reduzida a uma tragédia, mas compreendida à luz de sua prática política, de sua coragem e de sua dedicação incansável às causas dos estudantes e camponeses pobres. Ao rememorar sua caminhada, o coletivo reafirmou que honrar seu nome é dar continuidade às bandeiras que ela levantou em vida, mantendo vivo o exemplo de Remís.

No dia seguinte, 3 de março, o coletivo promoveu um tour introdutório pelo Centro de Educação da UFPE, que não se limitou a mostrar salas ou corredores, mas constituiu um momento de circulação política e partilha de experiências. Antes desse percurso, houve a apresentação do movimento estudantil, destacando-se a função estratégica e histórica que ele desempenha na resistência aos ataques ao ensino público, um espaço historicamente disputado, cujo futuro exige organização, luta e combatividade permanentes.
Durante essa apresentação, o coletivo citou enfaticamente a campanha de solidariedade ao companheiro Mateus Galdino, estudante que foi preso politico por sua postura anti-imperialista, lembrando que a luta por educação é inseparável da luta contra o imperialismo dos que ousam enfrentar o jugo imperialista e seus tentáculos repressivos no Brasil. Tal referência sublinha, de modo contundente, que a universidade não é um espaço neutro, mas um campo de batalha ideológica e política, onde as forças que querem manter a sociedade tal como ela está colidem com aquelas que aspiram transformá-la.



Nesse cenário, a importância de um Diretório Acadêmico ativo e de uma representação estudantil firme no curso de Pedagogia foi ressaltada com veemência. O D.A e os coletivos não são meros espaços de socialização, mas instrumentos centrais de organização, resistência e intervenção na vida universitária, capazes de articular demandas estudantis, disputar hegemonia dentro do campo acadêmico e enfrentar os retrocessos impostos pela lógica do capital e do conservadorismo. Os estudantes que participaram dessas atividades demonstraram, tanto no olhar quanto na presença, uma energia vibrante e um compromisso sincero com as lutas que se desenrolam dentro da universidade.
Também foi destacada a importância da Executiva Nacional dos Estudantes de Pedagogia (ExNEPe), seu papel de organizar os estudantes e mobilizar a luta estudantil por todo o país. Na oportunidade, também foi feita a convocação para o 43º ENEPe (Encontro Nacional de Estudantes de Pedagogia).
Eles acolheram com entusiasmo o chamado à organização e ao enfrentamento, expressando claro apoio ao coletivo Remís Carla e desejo de fazer parte, sinal de que a nova safra de pedagogos e pedagogas que ingressam buscam esse espírito combativo, união e consciência de classe. Que a memória de Remís Carla siga sendo farol e trincheira. Que sua história continue ecoando nos corredores da universidade e ressoando fora de seus muros, impulsionando cada nova geração à luta. E que a chama sempre se mantenha independente e combativa.
Companheira Remís Carla: Presente na luta!
Viva a luta anti-imperialista!

