Na hora do almoço do último dia 13/03 (segunda-feira), a Organização Estudantil Conjuração Baiana (OECB), o Centro Acadêmico de Ciências Sociais – Gestão Manicongo (CACISO) e estudantes de Ciências Sociais da Universidade Federal da Bahia (UFBA) fizeram uma pujante agitação contra a crescente crise institucional que se abate sobre a universidade, causada pelas aplicações das cartilhas do Banco Mundial/FMI pelo MEC e pelo intervencionismo da reitoria, e que se traduz na atual transição do antigo SIAC para o SIGAA. A agitação foi feita no Restaurante Universitário de São Lázaro, campus cujas mobilizações vêm acontecendo de forma crescente e com cada vez mais estudantes.
Na intervenção, os estudantes levantaram os problemas generalizados causados pela forma em que a transição está sendo feita, como a impossibilidade de colar grau, a imposição arbitrária de matrizes curriculares, calouros sem ter seu prato feito e indeferimento massivo de matrículas. Toda essa situação se soma a uma outra arbitrariedade cometida pela reitoria, que definiu em reunião do Conselho Superior de Ensino (Consepe) um critério de escalonamento para todos os institutos e faculdades da UFBA, baseado na semestralização e no Coeficiente de Rendimento (CR), que removeu os critérios feitos a partir da autonomia dos colegiados e cursos; junto aos problemas da transição, a semestralização fica cada vez mais prejudicada, piorando a qualidade do ensino e da permanência, criando condições para a expulsão dos estudantes, principalmente mais pobres, da universidade.
Na ação, os estudantes também convocaram a todos os presentes no R.U. a comparecer no Fórum de São Lázaro, assembleia geral convocada pelos Centros e Diretórios Acadêmicos das Unidades de São Lázaro, que tratará precisamente da mobilização estudantil contra a forma em que está sendo feita a transição para o SIGAA, além de pautas como o aumento da quantidade de fichas do R.U.
Na agitação, os estudantes carregavam uma faixa escrito “Derrotar o sucateamento da universidade pública com greve de ocupação!” e levavam cerca de 200 panfletos repercutindo a denúncia, sendo todos entregues. Os estudantes que estavam no R.U. saudaram a ação e o panfleto, perguntando como poderiam se somar às mobilizações combativas que vêm acontecendo na universidade.


