[PE] Coletivo Remís Carla realiza exitosa panfletagem em defesa da formação científica nos cursos de Pedagogia e Licenciaturas!

No dia 11 de agosto, o Coletivo Remís Carla junto a estudantes de diversos cursos, realizou uma exitosa panfletagem em defesa da formação científica nos cursos de Pedagogia e Licenciaturas. A atividade, realizada no turno da noite e concentrada em frente ao Centro de Educação (CE) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), deu continuidade ao cronograma de recepção aos calouros de Pedagogia 2026.2 e colocou em pauta a luta contra a Resolução CNE nº 04/2024, que institui a Base Nacional Comum para a Formação de Professores (BNC-FP). Durante o dia, estudantes também estenderam duas faixas que marcaram o espaço: “Abaixo a Resolução 04/2024! Pedagogo é cientista!” e “Pedagogia é luta! Banqueiros e MEC, tirem a mão da educação!”.

A panfletagem teve como centro a denúncia dos ataques que vêm sendo impostos à formação de professores e à universidade pública. O panfleto distribuído apresenta a Resolução nº 04/2024 como parte de um processo mais amplo de sucateamento, privatização e submissão da educação aos interesses do Banco Mundial/MEC. Entre os pontos denunciados estão a absurdidade da formação baseada em competências, a ampliação do pragmatismo nos cursos, a imposição de estágios desde o início da graduação, o avanço da formação semipresencial e da EaD e a ameaça à autonomia universitária. O panfleto também chama atenção para a chamada “nova” residência pedagógica, que coloca os estudantes dentro das escolas desde o início da graduação sob o falso discurso de aproximar teoria e prática. Essa proposta significa substituir uma formação científica por um treinamento para o trabalho precarizado.

A atividade também reafirmou que a luta contra a Resolução 04/2024 não é uma questão isolada dos cursos de Pedagogia, é uma disputa em defesa da autonomia universitária, da liberdade de cátedra e do direito dos estudantes e trabalhadores da educação a participarem efetivamente das decisões sobre sua própria formação. Foi apontado que reformar os currículos sem a participação da comunidade acadêmica constitui um ataque à autonomia universitária e a saída é a luta combativa para enfrentar esses ataques.

Em pleno período eleitoral, essa mobilização ganha ainda mais importância. Enquanto os pelegos disputam votos e apresentam promessas para a melhora da educação – em abstrato, o sucateamento das universidades e os ataques aos currículos seguem avançando. A experiência histórica do nosso Povo demonstra que direitos não são concessões dos gerentes de turno, por isso não depositar confiança na farsa eleitoral. Os partidos eleitoreiros e os políticos do velho Estado se beneficiam com os ataques a educação, afinal, terão mais promessas vazias a serem feitas na próxima campanha enquanto seus salários abastados continuam caindo em cima da carestia.

É justamente por isso que a recepção aos calouros não deve se limitar a apresentações burocráticas, trotes ou atividades de integração. É necessário que aqueles que estão chegando à universidade tenham contato com as contradições da formação que irão receber e compreendam que a Pedagogia tem caráter de classe, sendo um campo de disputa. Erguer alto a bandeira da formação verdadeiramente científica e voltada aos interesses do Povo, rejeitando a submissão da universidade aos interesses do Banco Mundial/MEC, é um golpe contundente desferido no imperialismo. É fundamental que os estudantes tenham contato com a realidade da educação pública desde o início de sua trajetória universitária e compreendam que nenhuma conquista será garantida sem independência, classismo e combatividade.

Abaixo, abaixo, abaixo a BNC! Pelo direito de estudar e aprender!

É barricada, greve geral! Contra os ataques do Banco Mundial/MEC!

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