Na Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Curitiba, a Executiva Paranaense de Estudantes de Pedagogia (ExPEPe) junto ao Centro Acadêmico de Psicologia (CAP), tem realizado passagens em sala de aula, acompanhadas da distribuição de livreto e “mosquitinhos”, para divulgar a realização da Missão de Solidariedade aos Camponeses de Rondônia e do Tribunal Popular, que ocorrerão nos dias 28, 29 e 30 de março.
A iniciativa busca mobilizar estudantes, professores e entidades para angariar recursos que possibilitem o envio de um delegado representando a Executiva Nacional de Estudantes de Pedagogia (ExNEPe) e a ExPEPe, fortalecendo a denúncia sobre o agravamento dos conflitos no campo brasileiro, que segundo dados da Comissão Pastoral da Terra (CPT), apenas em 2024 foram registradas 2.185 ocorrências de conflitos agrários, o segundo maior número da série histórica. Já em 2025, os assassinatos relacionados a esses conflitos voltaram a crescer de forma alarmante, com ao menos 26 mortes registradas, o dobro do ano anterior.
O estado de Rondônia tornou-se um dos principais epicentros dessa escalada de violência. Regiões como Machadinho d’Oeste, Nova Mutum Paraná e a Área Tiago Campin dos Santos concentram confrontos envolvendo camponeses pobres, latifundiários, pistoleiros e forças policiais. Em agosto de 2025, uma operação da Polícia Militar atacou a Área Revolucionária Valdiro Chagas, resultando no assassinato do camponês Raimundo Nonato. Em novembro, a chamada operação “Godos” resultou em prisões em massa de camponeses e na prisão da advogada popular Lenir Correia, que atuava na defesa dos camponeses. Na mesma escalada de violência, o camponês Elias foi executado dentro de sua própria casa durante uma operação policial.
Mais recentemente, o dirigente camponês Adeildo, conhecido como “Flecha”, ligado à Liga dos Camponeses Pobres (LCP), foi assassinado em uma emboscada atribuída a forças policiais, evidenciando a continuidade da repressão contra aqueles que lutam pela terra.
Diante desse cenário, o movimento estudantil combativo tem buscado romper os muros da universidade e colocar o conhecimento a serviço do povo, participando de missões de solidariedade em áreas de conflito no campo e apoiando comunidades camponesas e povos indígenas. A nova missão pretende fortalecer a denúncia pública dessas violações e ampliar a solidariedade às famílias que resistem na luta pela terra.
A ExPEPe convida todos os estudantes, professores e apoiadores da luta pela educação pública e pelos direitos do povo a fortalecerem a campanha de apoio à missão, contribuindo com a arrecadação de recursos e ajudando a divulgar essa importante iniciativa de solidariedade.
Viva a sagrada luta pela terra!
Abaixo os crimes do latifúndio!



