[PR] Evasão no ensino superior chega a 50% em meio a privatizações e precarização do ensino público

Nos últimos tempos, o Paraná tem registrado uma alta na evasão do ensino superior, chegando a 46,7% nas universidades públicas e 51,5% na rede privada.

Ao ser anunciado o resultado do Mapa do Ensino Superior sobre essa realidade, não tardou para que a Secretaria de Educação do PR realizasse pronunciamentos em defesa das “certificações intermediárias” e dos “cursos microcredenciais” para os filhos e filhas do povo, apresentando como soluções para o problema e repetindo a velha bandeira das classes dominantes: “ensino profissionalizante aos pobres e ensino superior aos ricos”.

Cheios de bravatas sobre a necessidade de “investir” mais em bolsas de permanência, sabemos bem suas reais intenções com a educação pública do estado quando observamos a aplicação da Lei Geral das Universidades (LGU), que ataca a autonomia universitária e impõe limites ao orçamento das universidades estaduais, ou quando vemos a realidade das escolas públicas com o avanço da privatização em diversas unidades, incluindo o repasse bilionário de recursos públicos aos grandes grupos privados da educação. Grande compromisso com a educação dos paranaenses, não?

Além disso, nem menção fazem à destruição do ensino público do país com os sucessivos cortes de verbas promovidos pelo governo federal, que atingem diretamente a permanência estudantil.

Diante desse cenário, resta aos jovens trabalhadores recorrer a alternativas que se encaixem em suas rotinas de trabalho, matriculando-se em cursos acelerados de dois anos ou em cursos à distância, o que aumenta a matrícula nas instituições privadas — que hoje concentram 80,9% das matrículas no Paraná, sendo 98,2% apenas na EaD — mesmo diante da alta taxa de evasão, causada principalmente pelos altos custos exigidos, que levam muitos estudantes a contrair dívidas e ficarem inadimplentes.

Diante dessa realidade, cabe à juventude erguer-se e lutar pelo direito de estudar e aprender nas universidades públicas do estado, mobilizando-se para exigir o fim dos cortes de verbas e mais orçamento para as instituições de ensino superior públicas, em oposição ao caminho privatista que o governo estadual tem seguido como bom serviçal do MEC e do Banco Mundial.

Só a luta radical muda a situação: Greve geral de ocupação!

Fonte: Instituto Semesp | Base: INEP – Ciclo 2019-2023

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