[MA] Centro Acadêmico de Pedagogia da UFMA realiza vitoriosa Semana do Estudante de Pedagogia!

Entre os dias 24 e 28 de setembro, o Centro Acadêmico de Pedagogia, gestão Walkíria Afonso Costa, realizou um grandioso Pós-ENEPe na Universidade Federal do Maranhão. Com o tema “Contra os ataques do Banco Mundial, o papel da pedagogia na luta anti-imperialista!”, a 5ª Semana do Estudante de Pedagogia reuniu os estudantes de pedagogia da UFMA, campus Bacanga, do 1º ao 9º período, totalizando cerca de 600 alunos, para iniciar o período da forma mais altiva possível: colocando no centro dos debates educacionais a luta anti-imperialista como parte da luta contra a intervenção do Banco Mundial na educação brasileira!

O evento foi construído pelo Centro Acadêmico de Pedagogia, que vanguardeou a iniciativa de transformar o evento em uma tradição a cada início de período, além do apoio da coordenação de pedagogia e do suporte fundamental dos estudantes de pedagogia em geral, que construíram o evento, compondo toda a organização, da recepção à propaganda e desmontagem diária.

Dando início à programação, o primeiro dia teve uma saudação inicial de Geovanna Araújo, membro do Centro Acadêmico, que convidou a compor a mesa de abertura Rebeca Rodrigues, Vice-presidente da ExNEPe, Bergson Utta, coordenador do curso, Nayra Cunha, coordenadora geral da Executiva Maranhense, e Iasmin Dutra, vice-presidente do Centro Acadêmico de Pedagogia. As representantes estudantis fizeram uma saudação inicial, reafirmando a importância de unificar os estudantes de pedagogia no atual debate dos problemas educacionais como parte da formação acadêmica e, principalmente, de organizar a luta para que cada problema seja, parte por parte, resolvido pelas mãos daqueles que entendem o compromisso social assumido por um(a) pedagogo(a). Na mesma ocasião, também foi rememorado o vitorioso e combativo 43º Encontro Nacional de Estudantes de Pedagogia, evento ocorrido há um mês naquela universidade, além da ampliação da atuação do movimento estudantil de pedagogia em mais 10 municípios do estado.

                                                            

Na sequência, a coordenação do curso realizou um momento de apresentação de informes do calendário de matrícula em estágios e explicação de processos burocráticos aos estudantes. Ao final, foi realizado um sorteio de livros doados pelos professores como forma de apoio à realização do evento. Já no período da noite, a programação se repetiu, enquanto, do lado de fora do auditório, eram expostos diversos produtos na banquinha da ExNEPe, além de um sebo com livros pedagógicos como forma de autossustentação do CAPED.

Dando continuidade à programação, no segundo dia, o evento teve início com a mesa “A intervenção dos Organismos Internacionais na Educação Brasileira”, com a Profa. Dra. Cacilda Cavalcanti e a Profa. Dra. Lucelma Braga. Antes de dar início à palestra, os estudantes tiveram a oportunidade de assistir a dois vídeos que resumiram o 43º ENEPe. Os registros foram aplaudidos calorosamente e, com isso, as professoras deram início à mesa.

A partir dos debates realizados, ao final da intervenção, os estudantes questionaram sobre a autonomia dos professores diante dessa interferência dos setores privados, sobre as reformas curriculares, perguntaram o que diziam os recentes resultados do IDEB e sobre a linha tênue entre a justa defesa de historicizar as lutas do povo e o uso de questões identitárias pelo Banco Mundial no currículo como forma de mercantilização dessas lutas.

No período noturno, o evento iniciou com a mesa “O papel do Movimento Estudantil na Educação Brasileira”, em que os estudantes, de forma combativa e enérgica, desnudaram a crise do imperialismo, especialmente ianque, e como ele se apresenta na estrutura e na superestrutura da nossa sociedade, empurrando a juventude para os subempregos e retirando a perspectiva de vida, sendo revelada da mesma forma no ensino. Diante desse cenário, o caminho colocado aos estudantes foi a luta pela garantia de seus direitos, pelo aumento das políticas de permanência estudantil, por maior participação nas decisões da universidade e para que a universidade corresponda aos reais interesses do povo brasileiro.

Ainda nesse debate sobre a organização estudantil, Giselle Salgado, representando o Centro Acadêmico de Pedagogia, também apresentou a sua experiência enquanto estudante que, na primeira semana de aula, participou da monitoria da I SEPED, logo em seguida participou da chapa Walkíria Afonso Costa, concorrendo ao CAPED, foi ao 26º FONEPe em julho e imediatamente integrou a comissão que construiu o grandioso 43º ENEPe, além de relatar com grande felicidade as ações de solidariedade que o Centro Acadêmico havia feito. Na ocasião, estudantes perguntaram como poderiam participar do movimento estudantil diante da realidade dos estudantes do curso noturno. Uma caloura relatou as dificuldades de voltar a estudar após 23 anos, sendo chefe da casa, e outras duas pessoas, dentre elas uma professora, incentivaram todos a participarem do movimento estudantil.

Já na quarta-feira, as atividades ocorreram de forma descentralizada em oficinas simultâneas. Antes da realização das oficinas, no entanto, os estudantes reuniram-se no Auditório Setorial para a Contação de História autoral de uma estudante do curso, Camila Reis, cantora e artista renomada na cidade de São Luís. Após a apresentação, os estudantes destinaram-se às oficinas. Foram ofertadas as seguintes oficinas no turno vespertino: “Documentação Histórica da Educação das Crianças no Maranhão”, pela Profa. Rosyane Dutra; “Oficina Literária A Felicidade que a Leitura nos Traz: Lendo Clarice”, pela Profa. Ana Champoudry; “Alfabetização Humanizada: princípios teórico-metodológicos”, pela Profa. Joelma Reis e pela aluna egressa Laiane Barros; e “Autismo e Educação: Desconstruindo Barreiras e Construindo Possibilidades”, pelas professoras Kaciana Nascimento, Thaís Andrea e Patrícia Ataíde.

No turno noturno, a dinâmica permaneceu a mesma, com as oficinas de “Etnomatemática”, com a Profa. Maria do Carmo; “Documentação Histórica da Educação das Crianças no Maranhão”, pela Profa. Rosyane Dutra; “Etnomatemática” e “Aula Passeio como Travessia para Literatura”, pelos discentes e egressos Sandy Silva, Othyellen Coelho, Thina Almeida, Eduardo Braelsen e Alexsandra Alves.

Na quinta-feira, dando continuidade à programação, o evento iniciou com a mesa “A precarização do trabalho docente e dos estágios como plano do Banco Mundial”. Alexandre Verde, professor e coordenador da rede municipal, apresentou o dia a dia dos professores, com os planejamentos de aulas realizados pelas secretarias municipais, a sobrecarga de trabalho dos professores diante das diversas avaliações e o desvio da função do coordenador pedagógico, de acompanhamento para fiscalização, relacionando com as parcerias público-privadas no município.

Na mesma mesa, o estudante Eduardo Braelsen apresentou um pouco da realidade dos estudantes de pedagogia e as inúmeras exigências que as escolas impõem aos estagiários, como assumir turma sem planejamento, passar o dia inteiro passando visto nos livros didáticos e fazendo decoração da escola, impedindo a práxis entre teoria e prática devido à transformação do estágio em mão de obra barata. Ao final das discussões, os estudantes direcionaram-se ao andar de baixo, onde ocorreu a apresentação dos grupos de pesquisa em formato de banner.

No último dia, correspondendo às demandas apresentadas pelos estudantes ao longo do último semestre, foi realizada uma mesa sobre o Assédio na Universidade. Entre os convidados, estavam Gisele Fonseca, da COGED-DIDAAF/UFMA, Patrícia Barros, advogada e professora da UEMA, e uma militante do Movimento Feminino Popular. Dando continuidade às discussões, no período da noite, a mesa de encerramento, composta pelo MFP e pela ExNEPe, debateu a origem da opressão feminina e o caminho da organização das mulheres como parte da luta contra todo tipo de opressão.

Encerrando a programação, foi realizada uma vitoriosa Assembleia Estudantil, que sistematizou as questões levantadas durante o evento e realizou a leitura do Plano de Lutas do 43º ENEPe. Após os debates, os estudantes deliberaram por:

  1. Aprovar a aplicação do Plano de Lutas pelo Centro Acadêmico;
  2. Lutar pela reabertura do espaço da biblioteca setorial como espaço de estudo;
  3. Aprovar que o Centro Acadêmico de Pedagogia realize o Dia das Crianças do Gurupi através da arrecadação da venda de rifa dos calouros;

A 5ª Semana do Estudante de Pedagogia encerrou reafirmando a necessidade de organização dos estudantes e da construção das lutas em defesa da educação e dos direitos estudantis em todo Brasil e na UFMA campus Bacanga. A partir das discussões, das experiências compartilhadas e das deliberações aprovadas, o Centro Acadêmico de Pedagogia se comprometeu a fortalecer a organização estudantil e dar continuidade às lutas construídas ao longo do 43º ENEPe.

Pedagogia é união, não deixa o MEC acabar com a educação!
Viva a 5ª Semana do Estudante de Pedagogia!

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