[SC] Movimento Maruí e ExCEPe realizam segunda edição do Arraiá do Mangue como atividade de arrecadação para a viagem ao 43º ENEPe

Nos últimos dias 4 e 5 de junho ocorreu, no Pavilhinho da Arquitetura na UFSC, a segunda edição do Arraiá do Mangue, que reuniu diversos estudantes dos mais variados cursos para uma vitoriosa festa junina. O evento juntou comidas e jogos tradicionais, música ao vivo e uma fogueira em um arraiá típico que animou a tarde e noite da UFSC.

O evento foi planejado como parte da campanha de arrecadação de verba da delegação de Florianópolis para o 43º ENEPe, realizada pela Executiva Catarinense de Estudantes de Pedagogia (ExCEPe), Movimento Maruí e estudantes independentes. Por meio de uma grande arrecadação para realização do arraiá, os estudantes conseguiram muitas doações, principalmente através dos pequenos estabelecimentos e no CEASA (Central Estadual de Abastecimento) da região. Esta arrecadação foi essencial na realização deste evento que ressaltou a cultura popular e tradicional do arraiá. 

Através da organização da delegação em diferentes atuações quanto à coleta de doações e produção da ornamentação, os estudantes foram capazes de montar uma ampla estrutura que instalaram no Pavilhinho em frente ao Centro Acadêmico Livre de Arquitetura (CALA).

O Pavilhinho é um espaço muito significativo para os estudantes da UFSC, mantido de forma independente pelos alunos, que não só realizaram sua construção e manutenção, como instalaram sua rede elétrica. Atualmente os estudantes lutam contra a vontade da direção do centro de demolir o espaço, que utilizam para sua mobilização e para a realização de eventos culturais.  

Dessa vez realizado em dois dias consecutivos, o primeiro a partir das 13 horas, contando com uma programação para todas as idades, que incluiu a oficina de dança de forró e diferentes brinquedos para as crianças, a pescaria, jogo de tiro ao alvo, uma banquinha de vendas de cachorro quente, pinhão, milho, caldo de feijão, palha italiana, amendoim doce, entre outros. O segundo dia começou a partir das 19, e teve seu foco nos artistas locais que se apresentaram.

Expandindo o que foi feito ano passado, o espaço do Pavilhinho foi ornamentado à moda junina, com bandeirinhas nas cores das bandeiras palestina e boliviana, e com colagens e artes envolvendo movimentos camponeses do Brasil e de Santa Catarina, como as recentes tomadas de terra que vêm sendo noticiadas pelo jornal A Nova Democracia ao redor do país, o levante de Caldeirão e Pau de Colher e a Festa da Laranja, evento tradicional de camponeses e pequenos agricultores que vendiam sua produção na região onde hoje é a praça Santos Dumont, conhecida como o “Pida”.

Entre as atividades culturais, foi realizada uma oficina com o professor de dança Francisco Rodarte, que expôs brevemente o histórico do forró e ensinou os presentes a dançarem. Após a oficina, foi realizada uma competição de forró que valia um almoço na lanchonete do Pepo, do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH). Finalizada a dança, foi realizado o bingo, em diferentes rodadas com diversos prêmios, como vale-almoço na lanchonete, produtos de beleza e, principalmente, uma cafeteira. A atividade entreteu a todos, apresentando os números e os prêmios com muito bom humor, o jogo prendeu a atenção dos foliões antes de se voltar à programação tradicional do arraiá.

O segundo dia foi marcado por suas atrações musicais. Primeiramente, o multi-artista e instrumentista Rafael Moreira tocou por cerca de 1 hora, trazendo composições autorais e abordando temas de extrema relevância para a luta popular e democrática, da qual os estudantes são parte fundamental, desde a Revolução Agrária e a prisão política da advogada popular Lenir Corrêa, até as tentativas de gentrificação e verticalização do bairro da Armação, no Sul da Ilha, onde moram pescadores e comunidades tradicionais.

A primeira participação terminou com um coro que se aproximou da recém-acesa fogueira, que foi alimentada por bandeirinhas do EUA e “israel”. Também houve um bingo no segundo dia, dessa vez valendo dois quadros exclusivos com a temática do boicote eleitoral e do Levante do Bosque, um histórico episódio de resistência estudantil à presença truculenta das polícias federal e militar dentro do Campus, também foi sorteada uma sanduicheira. Fechando a noite, o DJ Guijay tocou seu set, trazendo músicas juninas para animar a noite dos foliões.

Os estudantes agradecem a todos que doaram insumos e materiais de decoração para a festa, particularmente o feirante de doces da UFSC, Clemente, apoiador do Movimento Maruí desde as mobilizações em defesa dos feirantes de 2024, bem como os donos da empresa power empadas, que produziu e vendeu os quentões do arraiá, se dispondo a dividir seu faturamento com os estudantes para apoiar sua arrecadação, saúdam também todos que ativamente construíram esse arraiá, tanto os membros da delegação quanto apoiadores, que entenderam a importância da participação no 43⁰ ENEPe e se colocaram a disposição para a realização da atividade, já deixando avisado, ano que vem será maior!

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