No dia 13 de Maio, estudantes da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) iniciaram uma campanha intensiva de mobilização dos estudantes de Pedagogia e Licenciatura por todo o estado do Maranhão para o 43° ENEPe sediado em São Luis (MA), compreendendo a necessidade de mobilizar audazmente, além dos estudantes da Cidade, as massas mais profundas presentes no interior. Em todo o processo até então, centenas de estudantes, professores, camponeses e indígenas foram impactados pelas Intervenções da Comissão Organizadora do ENEPe, colocando na ordem do dia a luta pela defesa de um ensino público, gratuito, científico a serviço do povo e contra a intervenção do imperialismo principalmente ianque na Educação.
Do dia 13 a 15 de Maio, a Comissão Organizadora do 43° ENEPe (C.O.) se deslocou ao Campus da UEMA (Universidade Estadual do Maranhão) no município de Barra do Corda, onde foram realizadas panfletagem e colagem de cartazes, além de uma potente mobilização dos estudantes através da circulação de abaixo-assinados de lista de interesse de participação no ENEPe, onde mais de 50 estudantes firmaram seu desejo de participação.



No dia 21 de Maio foi realizado um Pré-ENEPe no Campus Santa Inês da UEMA com o tema “A agressão imperialista ianque na América Latina e a intervenção do Banco Mundial na educação brasileira: O papel da pedagogia, licenciaturas, estudantes e professores na luta em defesa do ensino público, gratuito e científico.”, com a participação de 54 estudantes, onde foi colocado a raiz do processo de privatização do ensino superior, a fragmentação da formação docente e a retirada do conteúdo científico do currículo dos professores sendo os ditames que organismos como o Banco Mundial e o FMI (Fundo Monetário Internacional) impõem ao nosso país. Ao final da exposição da representante da ExNEPe, foi entoado a consigna “Pedagogia é união! Não deixa o MEC acabar com a educação”, marcando a combatividade do evento. Além disso, os professores demonstraram um grande interesse em ajudar na construção do Encontro, se comprometendo em acelerar o processo para garantir no mínimo 1 ônibus para transporte dos estudantes da UEMA Campus Santa Inês para o ENEPe, como também realizar passagens em sala para mobilizar ainda mais estudantes.



No dia 23 de Maio, a C.O. foi ao Campus da UEMA no município de Grajaú para participar do “Seminário Integrado das Licenciaturas em Pedagogia e Intercultural Indígena & II Semana dos Povos Indígenas” organizado pelo Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica – PARFOR, mobilizar os professores cursistas participantes do evento. Ao final de uma palestra em um Auditório com mais de 100 pessoas, uma integrante da ExNEPe foi convidada para realizar uma breve exposição acerca do 43° ENEPe, enquanto outros ativistas distribuíram panfletos e registravam a fala, que foi aplaudida e reconhecida pelo conjunto dos participantes no espaço. No mesmo dia algumas horas depois, foi realizada uma reunião da C.O. com aproximadamente 35 professores cursistas do PARFOR para explicar de forma mais detida a importância política do evento e por que a participação de estudantes e professores camponeses e indígenas no ENEPe é fundamental na luta por uma educação a serviço do povo, que esteja alinhado também aos interesses dos camponesas, quilombolas, indígenas e ribeirinhas que são duramente afetados com a destruição da educação pública. Os professores cursistas compreenderam e abraçaram o encontro, demonstrando grande ânimo e entusiasmo para participar de um evento nacional que reúne estudantes e professores para discutir a educação no nosso país. No dia seguinte foi realizado uma banquinha onde dezenas de participantes do Seminário pararam para saber do que se tratava a atividade, oportunidade que a C.O. utilizou para propagandear o ENEPe, ação que incentivou os professores cursistas a assinarem a lista de interesse de participação e levarem mais panfletos para divulgar a seus amigos e colegas de trabalho.


Os grandes frutos da mobilização no interior do Maranhão comprovam a justeza da luta estudantil em defesa do ensino público, gratuito e científico mostram que a tradição de luta construída historicamente pelos estudantes de Pedagogia, guiados por uma linha política correta, se transforma em força material quando abraçado pelas povo, como se expressou nas massas camponesas e indígenas do Maranhão, que no anseio por se formarem cientistas da educação, de lutarem pela transformação da sociedade, de intervirem através da formação de seres humanos críticos e politizados, reconhecem e clamam pelo caminho da luta combativa e independente para resolver os problemas da educação no Brasil, que passa pelo combate sem quartel às políticas reacionárias privatistas impostas pelos monopólios privados da educação ligados ao capital financeiro internacional. Ao longo do final de Maio e início de Junho, a ExNEPe pretende passar por todas as principais cidades e regiões do Maranhão, retomando a mobilização em Barra do Corda e se deslocando para Imperatriz, Timon, Caxias, Codó e a região do Gurupi, levando de forma altiva para todo o povo maranhense a possibilidade de participar do 43° ENEPe.
Viva a Executiva Nacional de Estudantes de Pedagogia!
Abaixo os ataques do Banco Mundial à educação pública brasileira!
