[BA] Estudantes da Escola de Belas Artes da UFBA deflagram greve de ocupação contra crise financeira-institucional e o sucateamento da universidade pública

Desde o último dia 22 de abril, os estudantes da Escola de Belas Artes da UFBA, diante da crescente crise financeira-institucional da universidade causada pelos cortes de verbas criminosos continuados pelo atual governo de turno oportunista de Luiz Inácio, deflagraram uma poderosa greve de ocupação nos prédios da EBA, mobilizando-se e politizando-se continuamente através de assembleias e manifestações.

Os estudantes da EBA denunciam a imposição aos estudantes da crise institucional da burocracia universitária, escancarada com a atual e desastrosa transição de sistema acadêmico para o SIGAA, obrigando estudantes a atrasarem sua formação pela não possibilidade de matrícula, por falta de professores e por falta de salas de aula, expondo o engodo da propaganda do “semestre atípico” decretado pela burocracia universitária como “solução ao problema”. Para além disso, denunciam as condições precárias da EBA, com área territorial e prédios, inclusive históricos, em péssimo estado de conservação, mesmo em situação de desabamento iminente, como o Pavilhão de Aulas Prof. Germano Tabacof.

A situação da EBA não é particular somente dela, e se generaliza em toda a UFBA à medida que avançam os cortes criminosos de verbas e as políticas privatistas do Banco Mundial/FMI nas universidades públicas da Bahia e do Brasil. Recentemente, estudantes de Fisioterapia da UFBA realizaram uma série de mobilizações por conta da falta de professores, situação compartilhada por vários outros cursos da universidade, e do fechamento da clínica-escola do curso. A situação de deterioração dos prédios também é constante, como o caso do Instituto de Psicologia e Serviço Social (IPSS), que desabou em 2022, e outros como o IHAC (Ondina), anexos da Faculdade de Medicina (Pelourinho) e do Instituto de Biologia.

Apesar dos ataques, somados à tentativa de intimidação promovida pela burocracia universitária contra os estudantes, a mobilização estudantil independente da EBA e da UFBA se desenvolve na mesma proporção, rompendo com os limites impostos pelo velho movimento estudantil aninhado na UNE/UBES. Somente neste semestre, já é a terceira ocupação ocorrida na universidade, e mesmo os trabalhadores, como os técnicos-administrativos em greve e terceirizados, estão elevando a luta por seus direitos; o apoio à greve já foi expresso pelo Centro Acadêmico de Ciências Sociais – Gestão Manicongo e estudantes do campus de São Lázaro estão se mobilizando na direção de desenvolver mais luta combativa e independente.

VIVA A GREVE DE OCUPAÇÃO DA EBA-UFBA!

SÓ A LUTA RADICAL MUDA A SITUAÇÃO: GREVE GERAL DE OCUPAÇÃO!

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