[MG] Manifestação em Juiz de Fora contra o Genocídio do Povo Preto e em Memória de Adenilde Petrina

No último dia 19 de novembro de 2025, às vésperas do Dia Nacional do Povo Preto, ocorreu em Juiz de Fora uma manifestação contra o genocídio do povo preto e em memória de Adenilde Petrina, militante histórica do movimento negro da cidade. O ato reuniu ampla participação de estudantes e organizações populares.

A concentração começou em frente à Câmara Municipal e seguiu pela Rua Halfeld até a Praça Antônio Carlos. Entre as organizações presentes estavam a Executiva Mineira de Estudantes de Pedagogia, o Comitê de Apoio do Jornal A Nova Democracia de Juiz de Fora, o Comitê Palestina Livre JF, entre outras. Rodas de capoeira e apresentações artísticas acompanharam a manifestação.

Durante todo o trajeto, ecoaram palavras de ordem denunciando a violência policial como parte da guerra permanente contra o povo no Brasil e no mundo. Entre elas: “Chega de chacina, PM na favela, ‘israel’ na Palestina!” e“Não acabou, tem que acabar! Eu quero o fim da Polícia Militar!”

A ExNEPe, juntamente com o Comitê de Apoio do Jornal A Nova Democracia de Juiz de Fora, marcou presença de forma firme, levantando uma faixa com os dizeres “Chega de chacina! Cláudio Castro assassino e terrorista!”, denunciando a bárbara chacina recente no Rio de Janeiro, que executou sumariamente e extrajudicialmente a vida de mais de 132 pessoas. Tratou-se da maior chacina da história recente do país. A dimensão da barbárie escancara a escalada de uma política de guerra aberta contra o povo pobre e preto, conduzida sob o pretexto de “combate ao crime” mas que, na realidade, só serve para legitimar o terrorismo de Estado.

A homenagem à Adenilde Petrina ressaltou sua importância na luta do povo preto em Juiz de Fora. Adenilde começou organizando moradores do bairro Santa Cândida na defesa de direitos básicos e criando a Rádio Comunitária Mega FM — um espaço de discussão sobre acesso à saúde, saneamento básico, escola e transporte público. Também integrou o Coletivo Vozes da Rua, mobilizando os jovens da periferia e politizando, principalmente, por meio do hip-hop.

Durante a manifestação, a vereadora se fascista Roberta Lopes (PL), acompanhada de seus assessores e de um segurança particular, tentou provocar os manifestantes, chegando a zombar da faixa erguida pela Executiva. No entanto, sua atitude acabou funcionando como propaganda involuntária dos manifestantes que, de forma decidida e sem rabo preso, seguem organizando a luta de forma combativa e independente!

Viva do Dia do Povo Preto!

Viva a Executiva Nacional de Estudantes de Pedagogia!

Adenilde Petrina, presente na luta!

OBS: as duas últimas fotos são da vereadora fascista Roberta Lopes (PL) olhando fixamente para a faixa combativa da ExNEPe

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