No dia 29 de maio, estudantes de Pedagogia realizaram uma missão de solidariedade às comunidades de Riacho Fundo e Águas Claras, localizadas no município de Fernando Falcão (MA). Durante a atividade, os estudantes puderam conversar com as famílias quilombolas da região, ouvir seus relatos, conhecer sua história de luta e resistência, bem como registrar as condições de vida, produção e trabalho das comunidades, que há décadas vivem e produzem em suas terras.
A visita teve como objetivo reafirmar o compromisso dos estudantes com a defesa dos direitos das comunidades tradicionais e denunciar as ameaças que pairam sobre as famílias de Riacho Fundo e Águas Claras. Além disso, os estudantes aproveitaram a oportunidade para dialogar com os moradores sobre a importância da união entre as lutas do campo e da cidade e convidá-los a participar das atividades do movimento estudantil em defesa dos interesses do povo.

As comunidades de Riacho Fundo e Águas Claras são formadas por dezenas de famílias camponesas-quilombolas que vivem e trabalham na região há mais de 60 anos. Nessas terras, as famílias construíram suas casas, desenvolveram suas roças, criaram seus animais e garantiram sua subsistência por gerações. Entretanto, apesar de toda essa história de ocupação e trabalho, seguem enfrentando constantes ameaças de grilagem e expulsão de seus territórios.
Recentemente, a situação das comunidades tornou-se ainda mais preocupante após a decisão da Vara Agrária de Imperatriz de autorizar o funcionamento de 50 fornos de carvão vegetal em área reivindicada pelo grileiro Alexandre José Soares Neto. A medida representa uma grave ameaça às famílias que vivem na região, além de ampliar os riscos de degradação ambiental em uma área próxima à Terra Indígena Porquinhos e aos cursos d’água que abastecem mais de mil indígenas do povo Canela.

Enquanto as comunidades lutam para preservar suas terras e garantir sua sobrevivência, seguem sendo denunciados episódios de destruição de roças, intimidações e ameaças contra os moradores.
Para os moradores de Riacho Fundo e Águas Claras, a terra inegavelmente lhes pertence. É nela que se encontra sua história, sua cultura, seu trabalho e o futuro de seus filhos. Cada roça cultivada, cada casa construída e cada geração criada naquelas terras constituem provas concretas da legítima relação que essas comunidades possuem com a terra que ocupam há décadas. A resistência das famílias demonstra que, apesar das ameaças e dificuldades, os povos do campo seguem firmes na defesa de seus direitos.
A Executiva Nacional dos Estudantes de Pedagogia manifesta sua solidariedade às comunidades de Riacho Fundo e Águas Claras e reafirma seu compromisso de apoiar e divulgar a luta dos povos do campo, compreendendo que a defesa dos direitos das comunidades tradicionais está diretamente ligada à construção de uma educação pública, gratuita, científica e comprometida com os interesses do povo.
SOLIDARIEDADE À RESISTÊNCIA DAS COMUNIDADES DE RIACHO FUNDO E ÁGUAS CLARAS!
VIVA A LUTA DAS COMUNIDADES QUILOMBOLAS, CAMPONESAS E INDÍGENAS DE FERNANDO FALCÃO!
A TERRA É DE QUEM NELA VIVE E TRABALHA!
